Certificação SBIS/CFM e a melhora das rotinas de hospitais

Sergio Roberto de Lima e Silva 1.262 views0

O uso de Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) pode ser considerado um grande avanço para a medicina, visto que traz uma série de vantagens não só para o paciente, como também para os hospitais e outros prestadores de serviço na área da saúde. No entanto, é preciso atentar para as normas que regulam o uso do PEP e outros Sistemas de Registro Eletrônico de Saúde (S-RES), definidas pelo SBIS/CFM.

Antes de mais nada, é importante salientar que a certificação desenvolvida pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) e Conselho Federal de Medicina (CFM) não é obrigatória, visto que regula uma grande gama de subsistemas e componentes descritos como S-RES. No entanto, a certificação SBIS/CFM pode ser entendida como uma opinião técnica, qualificada e imparcial sobre o uso de certificação digital em hospitais.

Mesmo não sendo obrigatória, a utilização de sistemas aderentes às normas da certificação SBIS/CFM traz várias vantagens para um hospital. Ao utilizar a certificação digital para a emissão de prontuários eletrônicos, dispensa-se a necessidade de prontuários em papel. Como servem de histórico médico dos pacientes, estes papéis devem ser arquivados por muitos anos, ficando suscetíveis à ação do tempo e exigindo diversos cuidados com estocagem para evitar danos por incêndio, enchentes ou outros imprevistos.

Que benefícios a certificação SBIS/CFM oferece?

Ao implantar o PEP seguindo a certificação SBIS/CFM, tanto hospitais quanto pacientes saem ganhando. Um prontuário em papel está sujeito a rasuras e ilegibilidades que podem dificultar o tratamento médico, podem ser difíceis de localizar nos arquivos do hospital e até mesmo ser perdidos.

Já um prontuário eletrônico tem a vantagem de ocupar muito menos espaço físico para armazenagem, já que um servidor de arquivo é menor que estantes cheias de pastas. Eles podem ser facilmente acessados pelo computador, impressos quando necessário e não deixam margem para dificuldades de leitura, já que são digitados. Além disso, seguindo a certificação SBIS/CFM, que preconiza que somente um prontuário eletrônico com certificação digital dispensa o uso do prontuário em papel, ganha-se em segurança, já que o assinante dos documentos pode ser facilmente identificado, reduzindo as fraudes.

Seu hospital já utiliza o PEP baseado nas recomendações da SBIS/CFM? Como a rotina médica foi impactada com a mudança? Deixe seus comentários!

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Sergio Roberto de Lima e Silva

Mestre em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutorando do Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção da UFSC, desenvolvendo projeto na área de facilitação do comércio por meio do uso de documentos digitais. Tem 15 anos de experiência no mercado de criptografia, segurança, assinatura digital e carimbo do tempo, com amplo conhecimento da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) e legislação atual do uso da certificação digital.

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